Patagon M&A - Tecnologia - Atlas Governance recebe aporte de R$ 5,6 milhões



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A Atlas Governance, solução focada na automatização da gestão de conselhos e comitês, acaba de receber um aporte de R$ 5,6 milhões em rodada que avaliou a empresa em R$ 58 milhões. O cheque veio de um grupo de investidores que inclui Paulo Camargo, CEO do McDonalds Brasil, Leonardo Pereira, ex-presidente da CVM e Wilson Amaral, ex-CEO da Gafisa e atual do grupo Pacaembu. De acordo com o site Brazil Journal, parte da captação (R$ 1,5 milhão), foi feita por meio de venture debt, como forma de reduzir a diluição dos acionistas — que ficou em 7% na rodada. O risco foi assumido pela Riza Asset.


Eduardo Carone, um ex-gestor de private equity que atua há anos como conselheiro de empresas, teve a ideia de criar a Atlas em 2015, quando uma das companhias onde ele era board member teve um problema jurídico que levou ao bloqueio judicial dos bens dos conselheiros. Seis meses antes, o board havia aprovado a contratação de um seguro, mas quando a empresa foi acioná-lo descobriu que o contrato não havia sido assinado.


“Aquilo me acendeu uma luz: ‘quantas coisas decidimos numa reunião, assinamos e não são feitas depois?’ Me dei conta que para organizar melhor as decisões precisava ter um software que digitalizasse o processo”, contou o executivo ao Brazil Journal.


A Atlas então desenvolveu um software que digitaliza todos os processos relacionados aos conselhos de administração, desde o agendamento das reuniões e o envio dos materiais de estudo até as votações. As informações ficam concentradas no aplicativo, que também permite acompanhar o desenvolvimento dos projetos aprovados nas assembleias. Como a maioria dos conselhos brasileiros ainda manda o book com as informações sobre as reuniões por email ou impresso, a tecnologia da startup diminuiria o risco de comprometimento de informações sensíveis e confidenciais, que fazem parte do dia a dia dos conselhos.


A startup tem mais de 200 clientes, incluindo nomes como Eletrobrás, CEMIG, Light, Hering, Iguatemi, Cyrela e Casa da Moeda Brasileira, além de mais de seis mil conselheiros. Ela faturou R$ 180 mil em 2018, R$ 1,7 milhão em 2019 e mais de R$ 6 milhões ano passado.


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