Patagon M&A - Saúde - Mater Dei prevê novas aquisições e retomada da margem com volta de cirurgias



A rede hospitalar Mater Dei deve anunciar ainda neste ano uma nova aquisição. Atualmente, o grupo tem três ativos em negociação, segundo Fábio Mascarenhas Silva, diretor financeiro do grupo.


"Fizemos emissão de debêntures, recentemente, estamos capitalizados. Ano que vem é ano de eleição, mais complicado", disse o executivo explicando que entre esses ativos não há interesse em empresas de medicina diagnóstica.


A Mater Dei fez o anúncio de duas aquisições após sua abertura de capital. Comprou o controle do Hospital Porto Dias, do Pará, por R$ 800 milhões, e da empresa de tecnologia A# Data que será usada para criação de novos modelos de remuneração com operadoras de planos de saúde e gestão de vidas de convênios médicos.


Além disso, o Mater Dei já está conseguindo neste quarto trimestre substituir a queda de internações de pacientes covid-19, que registrou forte recuo nos últimos meses, por procedimentos cirúrgicos.


"Em setembro, os avisos para realização de cirurgias foram 17% maiores do que no mesmo período de 2019, antes da pandemia, e 28% acima de setembro de 2020", disse Henrique Salvador, presidente do grupo, em teleconferência com analistas e investidores.


No terceiro semestre, o grupo sofreu com esse descasamento, uma vez que a queda de casos de covid foi rápida e não houve tempo hábil para essa substituição. Entre o segundo e terceiros trimestres deste ano, o grupo registrou uma redução de 26,9 pontos percentuais na taxa de internação de pacientes covid-19. Já o volume de pacientes internados cresceu 19,2% em comparação com um ano antes.


Ainda segundo Salvador, está ocorrendo uma forte retomada em atendimentos pediátricos de pronto socorro com o retorno das aulas em escolas, o que também influenciará positivamente no quarto trimestre.


Segundo Silva, a companhia vai voltar aos patamares históricos de margem na casa dos 30% no fechamento deste ano. No terceiro trimestre, esse indicador ficou na casa dos 28,8%.


Entre os motivos dessa retomada de margem estão o aumento no tíquete médio das internação, que cresceu 12%, entre o segundo e terceiro trimestre; redução de gastos com materiais e medicamentos usados para tratamento de pacientes covid-19, que registraram forte alta durante à pandemia por conta da escasssez desses itens no mercado na época, e devido à redução de pessoal que havia sido contratada no período de alta da pandemia.


Leia mais em Valor Econômico



Posts Em Destaque
Ainda não há posts publicados nesse idioma
Fique ligado...
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square