Patagon M&A - Reciclagem - Como o banheiro plástico do filtro — pelo shampoo



Cada vez que você lava a cabeça com shampoo, uma tartaruga morre no oceano.


OK, não é bem assim, mas o impacto ambiental é maior do que você imagina.


As garrafas plásticas otimizadas de carbono e não costumam ser reparadas no tempo de degradação é de 400 anos. E como boa parte do shampoo (80% em média) é água, os shampoos em garrafa voltam a gerar na hora do transporte. É pesado.


Para resolver esse problema, a BOB acaba de levantar uma rodada para fabricar shampoos, condicionadores e produtos de skincare em barra — sem água, sem plástico e com ingredientes naturais e veganos.


O cheque veio do GHT4, o multifamily office de Laércio Cosentino, o fundador da Totvs; Guga Valente, do grupo ABC; Rodrigo Vella, sócio do Vella Pugliese Buosi e Guidoni Advogados; e Caio Ibrahim David, o ex-CEO do Itaú BBA.


O GHT4 está comprando uma participação minoritária não revelada na BOB A empresa também não revelou o valor da rodada.


Fundada no final de 2019, a BOB (acrônimo para Bars over Bottles) crescendo num ritmo expressivo, ancorada em grande parte por seu apelo sustentável num mundo cada vez mais preocupado com o meio ambiente.


Ano passado, ela fez mais de 250 mil vendas com um tíquete ao médio de R$ 100.


Em janeiro, conforme as vendas fecharão 30 mil pedidos ea espera em este ano é dobrando o volume de vendas em fechamento de pedidos.


A BOB é uma DNVB ( digitally native vertical brand ): suas vendas são 100% online, ea divulgação é feita basicamente no Instagram, onde a startup tem mais de 500 mil seguidores.


O preço já não parece ser um impeditivo. Cada shampoo em barra de 80 gramas sai por R$ 43 e, segundo a empresa, rende o equivalente a dois shampoos de 200 ml. Em marcas como L'Oréal e Procter, cada garrafa sai por cerca de R$ 15-20.


A empresa vai utilizar os recursos da rodada para aumentar os investimentos em marketing digital e ampliar o portfólio de produtos.


“Nosso objetivo é que o brasileiro pode ter um banheiro sem nenhum plástico”, Andreia Quércia, a cofundadora, disse ao Brazil Journal . “Por isso, precisamos criar um portfólio completo de produtos em barra e 'waterless' .”


Por enquanto, a BOB vende uma linha de cinco shampoos, três condicionadores, duas máscaras de tratamento capilar e barras de limpeza facial — além de uma linha kids e de um sabonete íntimo.


O plano é ampliar a linha de skincare e entrar também em bodycare .


A BOB começou a operar há dois anos, mas é fruto de um trabalho anterior de pesquisa e desenvolvimento dos fundadores. Da começar a vender o produto, foram outros anos com ideia de fabricação como fórmulas, e a partir de dois anos de montagem.


“Os shampoos e condicionadores em barra já existem algum tempo, mas sempre [foram] uma produção extremamente artesanal, era tudo feito a mão”, disse Victor Falzoni, o outro fundador.


A grande inovação da BOB foi conseguir escalar o negócio, rompendo uma barreira da fabricação e da comunicação do produto com os consumidores brasileiros, que ainda não estão acostumados a lavar o cabelo com uma barra.


Mais recentemente, as grandes empresas de cosméticos também começaram a olhar para esse mercado.

O Boticário lançou há três meses um shampoo em barra dentro de uma de suas marcas, e a Natura também investiu recentemente numa linha de shampoos em barra.


Leia mais em Brazil Journal

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