Patagon M&A - Industria - BREAKING: R$ 1,4% da Tigre, Advent de Tubos e Direcional



A Advent acabou de comprar 25% da Tigre, injetando R$ 1,35 bilhão na caixa da empresa e dando poder de fogo para o fabricante de tubos e direcionando o Brasil colocar em marcha um plano agressivo de expansão.


O primário – 10%% – é o primeiro da empresa fundada há mais de 80 anos Hansen, e que chegou a família aqui basicamente com geração de caixa própria e algumas histórias de investimento.


As conversas com a empresa Advent começaram há alguns meses e a partir da Tigre, que contratou assessores para um estratégico.


A ideia de levantar capital agora tem a ver com um plano estratégico que começou a ser cumprido pela Tigre há anos.


“A gente estava numa lancha indo a 15 quilômetros por hora”, o CEO Otto von Sothen disse ao Brazil Journal . “Com a Advent vamos chegar no mesmo lugar, mas com uma velocidade muito maior.”


O plano da Tigre é crescer em duas frentes: o setor de saneamento e infraestrutura no Brasil, e nos Estados Unidos.


A Tigre entrou nos EUA há 15 anos com uma aquisição, e já é um dos '5' na categoria de ligação de PVC. No final do ano passado, ela fez seu segundo M&A no país, comprando a Dura Plastic Products, que tem duas fábricas de correspondência, uma no Tennessee e outra na Califórnia.


O plano é crescer organicamente e fazer mais M&As, consolidando um mercado extremamente fragmentado e que está nas mãos de empresas familiares e pouco profissionalizadas.


No Brasil, grande foco da Tigre é aumentar sua capacidade produtiva para capturar uma oportunidade de mercado que a empresa julgada gigantesca: atender a demanda do setor de saneamento, que deve crescer de forma exponencial com o novo marco regulatório.


“Nos próximos anos, esse setor deve se tornar algumas vezes o que ele é hoje. O potencial é o mesmo que não tinha setor de telefonia na década de 90, com a abertura do mercado”, disse o CEO.


Outra aposta é o agronegócio. Os tubos e conexões da Tigre são necessários para os sistemas de irrigação nas plantações.


Otto diz que a empresa tem capacidade de crescimento nos próximos anos “vai investir em uma certa capacidade de crescimento nos dois setores.


A Tigre tem quatro parques fabris no Brasil, em Pernambuco, Manaus, Joinville e Rio Claro. A empresa não diz qual a sua capacidade hoje nem onde pretende chegar.


Apesar do plano de expansão focar nestas duas frentes, o maior negócio da Tigre ainda é o mercado residencial e de construção, que a empresa atende com sua rede de distribuidores.


A Tigre faturou R$ 4,2 bilhões nos nove primeiros meses do ano com um EBITDA de R$ 882 milhões. O lucro líquido do período foi de R$ 508 milhões.


Patrice Etlin, o sócio-gerente da Advent, disse que a Tigre é um caso raro de uma indústria do setor de materiais de construção que foi capaz de fazer um trabalho forte de construção de marca.


Além disso, “eles já estão com uma estrutura muito boa e profissionalizada e com uma governança de primeira linha”, disse Patrice.


A Tigre tem um conselho com cinco conselheiros e apenas um representante da família: o presidente Felipe Hansen, neto do fundador. Com o investimento da Advent, o conselho vai aumentar para sete, com a gestora tomando dois assentos.


A Advent investiu por meio de seu fundo VII, levantado em 2020 e que tem US$ 2 bilhões em capital. O fundo investiu recentemente no EBANX e na Merama e, com o aporte na Tigre, já alocou 30% do capital.


A Estáter assessorou a Tigre. A Advent não teve avaliador financeiro.


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