Patagon M&A - Saúde - Grupo Sabin “come pelas beiradas” e compra rede do interior de São Paulo


Nos últimos 10 anos, o Grupo Sabin Medicina Diagnóstica levou a cabo um ambicioso projeto de expansão geográfica. Saiu do Distrito Federal para ocupar espaço em 12 estados e 72 cidades com um total de 323 unidades. O plano de crescer organicamente e com aquisições continua, mas agora com estratégia diferente.


O Sabin passou a comer pelas beiradas, criando hubs em grandes cidades para conectar as unidades em outros municípios menores. O grupo fez isso em Uberaba (MG), em Palmas (TO) e Blumenau (SC). A bola da vez são as cidades de Valinhos, Vinhedo e Louveira, todas no interior de São Paulo.


O grupo acaba de assinar a compra da rede de laboratórios CML, que atua em análises clínicas e anatomia patológica e processou 600 mil exames no ano passado. "Vamos integrar essas clínicas ao nosso hub de Campinas", diz Lídia Abdalla, presidente do Grupo Sabin, com exclusividade ao NeoFeed.


A ideia da companhia é povoar 15 cidades próximas de Campinas, onde o grupo já conta com seis unidades. "Estamos falando de uma população de mais de 3 milhões de habitantes", diz a executiva. "Podemos chegar a 30 unidades na região em até cinco anos."


A partir de agora, as clínicas adquiridas passarão a se chamar CML Grupo Sabin, até que sejam convertidas para a marca do grupo. "Vamos crescer com M&As e organicamente", diz Lídia.


É uma estratégia inteligente da empresa para fugir da competição ferrenha por ativos com os grandes players nacionais. "Compramos operações menores. Para a gente, há espaço." E prossegue. "Nesses últimos dez anos, desenvolvendo um padrão de integração das novas unidades e o que vimos é que há cidades menores que têm demanda por serviços de saúde de qualidade."


Com esse posicionamento, crescendo aos poucos, de cidade em cidade, padronizando o modelo de atendimento em todos os locais, a empresa investiu R$460 milhões em aquisições na última década e atingiu um faturamento de R$1,5 bilhão no ano passado. Para este ano, a projeção é crescer entre 15% e 20%.


A entrada em outras cidades também abre outra oportunidade para o grupo. Em dezembro do ano passado, o Sabin comprou a rede de clínicas Amparo Saúde, focada em atendimento primário.


Hoje, são oito clínicas e o grupo pretende levar a operação para grandes cidades nas quais o Sabin já atua. "Vamos levar todos os nossos serviços, inclusive a atenção primária, para Campinas e região", diz Lídia.


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