Patagon M&A - Saúde - A saúde encontra o luxo



Desde os anos 1990, duas grifes hospitalares são sinônimo de em tratamento médico de alta qualidade no Hemisfério Sul: o Hospital Israelita Albert Einstein e o Sírio-Libanês, ambos em São Paulo. Ambos são conhecidas também pelo luxo de suas instalações. Agora, a carioca Rede D’Or, do empresário Jorge Moll, quer acirrar essa briga pelos pacientes de maior renda. Com um faturamento de R$ 10 bilhões no ano passado e uma operação espalhada por 42 hospitais e 35 clínicas oncológicas, o grupo alcançou um crescimento vertiginoso nesta década. A empresa atingiu 6,6 mil leitos dos cerca de 30 mil oferecidos pelos hospitais privados.


Para conquistar a classe “Triplo A”, a Rede D’Or criou a bandeira de luxo Star, que consumirá R$ 1 bilhão em seus três primeiros aportes. O investimento está bem materializado no hospital Vila Nova Star, que custou R$ 350 milhões, apresentado nesta semana à comunidade médica, políticos e imprensa, com previsão para entrar em operação a partir da terça-feira 28. Em dois anos, uma torre foi erguida no meio da Vila Nova Conceição, bairro residencial nobre de São Paulo. Em sua volta, estão redutos de endinheirados: Ibirapuera, Moema, Itaim Bibi, Jardins e Vila Olímpia. A localização é estratégica para atingir o público desejado: os cerca de um milhão de pessoas que utilizam planos executivos ou capazes de pagar tratamentos dispendiosos.


A primeira iniciativa nessa linha foi o Copa D’Or, no Rio de Janeiro, em 2016. O próximo, em Brasília, é o DF Star, com lançamento previsto para junho. O projeto é encabeçado pelo oncologista Paulo Hoff, que a rede D’Or buscou na concorrência a peso de ouro. Referência internacional no tratamentos de câncer, o médico fez a fama da equipe de oncologia do Sírio-Libanês. Na semana passada, Hoff circulava pelo novo hospital paulista checando locais com a tinta ainda fresca e retirando adesivos dos elevadores. “Este hospital, com cerca de 100 leitos, é relativamente pequeno, mas tem uma infraestrura de tecnologia como a dos grandes”, diz ele.


No consolidado do ano passado, a rede D’Or investiu R$ 2,7 bilhões, incluindo sete aquisições, gastos com manutenção e pes


quisas. “Poucas empresas do País apresentam hoje essa capacidade de investimento”, afirma Otávio Lazcano, diretor financeiro do grupo. Isso foi possível porque a empresa estava bastante capitalizada desde 2015, quando o banco BTG Pactual saiu da sociedade e cedeu espaço ao fundo de investimentos Carlyle (dono de 12%) e ao fundo soberano de Cingapura (26%). A família Moll possui 58% das ações. Mesmo a dívida líquida, que fechou o último período em R$ 7 bilhões, não chega a preocupar.


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