Patagon M&A - Nordeste - Nordeste se destaca em transações de fusão e aquisição em setembro

Relatório da PwC Brasil mostra que 14% das 59 fusões e aquisições ocorreram no Nordeste.

PwC aponta que setor de energia pode impactar empresas do Nordeste, como em movimentos de consolidação do setor eólico e de energia solar.

Foto Heudes Regis/JC Imagem.

O Nordeste tem atraído a atenção de investidores. Na região, foram fechadas 14% das 59 fusões e aquisições realizadas em setembro deste ano, equivalente a 8. Os dados são de relatório da PwC Brasil. O Nordeste fica atrás apenas do Sudeste, com 63% das negociações, cerca de 37. No acumulado do ano até setembro, houve 470 fusões e aquisições, % a mais em relação ao mesmo período de 2017. O Nordeste foi responsável por 8% (37), o que garantiu o terceiro lugar no ranking, depois do Sul com 12% (58 negócios) e o Sudeste, com 67% (233).

"O Nordeste é sede de algumas empresas que fizeram abertura de capital ou captação de recursos recentemente e que, por esta razão, possuem dinheiro em caixa para realização de aquisições com a finalidade de crescimento inorgânico, principalmente com foco em expansão na região Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Por outro lado, há um movimento importante acontecendo no setor de energia que poderá impactar empresas da região, tanto em movimentos de consolidação do setor eólico e de energia solar, como em eventuais processos de privatização de distribuidoras regionais", comenta o sócio da PwC Brasil no escritório de Recife, Vinicius Rego.

Os negócios no Nordeste estão sendo realizados em várias áreas. Um exemplo é a aquisição feita pela Echoenergia de portfólio de projetos eólicos da Voltalia no Rio Grande do Norte. O grupo Hapvida comprou carteira com 25 mil usuários do plano de saúde Uniplam, sediados em Teresina, no Piauí, por R$ 30 milhões. Já no país, o setor de TI é o que atrai mais investidores, com 21% do total transacionado no acumulado do ano.

Crise

Para a PwC, há indícios de recuperação da economia em 2018, mas a insegurança acerca da política econômica que será adotada em 2019 pelo novo presidente do país está travando investimentos. Segundo levantamento da consultoria, no mês de setembro de 2014 houve 87 transações de fusões e aquisições. No ano seguinte, o número caiu para 52. Em 2017, foram registradas 58 no mesmo mês. Este ano, foram 59.

"A crise econômica afetou de forma profunda diversos segmentos da economia que eram objeto de investimento e interesse prioritário de investidores estrangeiros, principalmente setores relacionados a infra-estrutura e do segmento imobiliário, dentre diversos outros. Há uma conjuntura macroeconômica global, com a subida dos juros norte-americanos, aliada à reforma tributária conduzida recentemente, que também influenciam na redução do apetite por investimento por parte de investidores estrangeiros", explica Rego.

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