Patagon M&A - Educação - Grupo SEB fecha compra do Colégio Visão, de Goiânia

Três meses após adquirir o colégio carioca de A a Z, o Grupo SEB - maior rede de escolas de educação básica do país - comprou 100% do Colégio Visão, de Goiânia, e está em fase final de negociação com outra escola do Nordeste. Segundo fontes, a transação com o Colégio Visão é estimada em R$ 30 milhões.

O colégio de Goiânia conta com cerca de 1 mil alunos que pagam uma mensalidade média de R$ 1,8 mil. A escola tem apenas ensino médio e curso preparatório para o vestibular, mas a ideia é ampliar. "Um dos nossos projetos é ofertar o ensino fundamental II. O colégio tem muita tradição e altos índices de aprovação em universidades públicas como UFG, UFRR e USP", disse Chaim Zaher, presidente do Grupo SEB, que preferiu não comentar o valor da operação.

O SEB tem cerca de 48 mil alunos matriculados em 43 escolas próprias no país. Entre elas estão, por exemplo, a Concept, Pueri Domus, Sartre, Dínatos, Cecan, além da bandeira SEB. "Essas parcerias fazem parte do nosso plano de expansão para os próximos anos, que inclui, além de aquisições, o lançamento de unidades bilíngues da Escola Concept", disse Chaim.

Em fevereiro do ano passado, o SEB adquiriu a operação da rede canadense de escolas bilíngues Maple Bear por, segundo fontes, US$ 50 milhões. A transação envolve a aquisição da operação brasileira, onde há 110 unidades franqueadas, e o direito de explorar os mercados da América do Sul que ainda não tem escolas Maple Bear.

A menina dos olhos da família Zaher é a Concept, escola super premium que trabalha com metodologias pedagógicas inovadores, aulas bilíngues e em período integral. Atualmente, a escola tem unidades em Ribeirão Preto (no interior de São Paulo), Salvador e na capital paulista. Na cidade de São Paulo, o SEB está investindo R$ 75 milhões na construção de uma unidade da Concept no prédio do Sacré-Coeur, edifício histórico tombado localizado numa das regiões mais nobres da cidade.

O investimento nas três unidades da escola Concept ultrapassa a casa dos R$ 320 milhões e há planos de abrir um colégio da bandeira premium em outras capitais como o Rio de Janeiro.

Os recursos dos investimentos são provenientes do capital de giro do grupo, que tem um faturamento na casa dos R$ 500 milhões, e de recursos próprios de Chaim. O empresário vem acumulando fortuna no setor de educação há mais de uma década. Em 2007, levantou cerca de R$ 400 milhões no IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) do SEB e três anos depois vendeu suas empresas de sistemas de ensino à Pearson por quase R$ 900 milhões. Em 2013, as atenções de Chaim voltaram-se para o ensino superior. A Estácio comprou seu centro universitário, a UniSEB, numa operação avaliada em R$ 600 milhões. Em 2017, o empresário vendeu a participação que detinha na Estácio para a gestora de private equity Advent por R$ 450 milhões.

Dono da maior rede de escolas de educação básica, cujo faturamento gira na casa dos R$ 500 milhões, Chaim é constantemente assediado para abrir o capital. O empresário admite que essa é uma possibilidade, mas não entra em detalhes de quando poderia voltar para a bolsa. O mercado de educação básica é atualmente o "queridinho" dos investidores porque é pulverizado e movimenta cerca de R$ 67 bilhões por ano, cifra superior ao do mercado de ensino superior, que tem faturamento de R$ 55 bilhões.

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