Patagon M&A - Startups - GP Investments compra 'startups' no Vale do Silício

Conhecida por investimentos de grande porte, como as antigas América Latina Logística (atual Rumo), Telemar (Oi) e Equatorial, a GP Investments deu início à compra de participações em empresas em estágio mais embrionário a partir do Vale do Silício, na Califórnia (EUA).

Os aportes são feitos por meio da gestora de venture capital Expanding Capital, criada no começo do ano passado com o apoio da própria GP. À frente da Expanding está Leonardo Salgado. Ex-presidente da Joá Investimentos, empresa de participações criada por Luciano Huck, Salgado tem a missão de encontrar boas teses de investimento a partir de um escritório na cidade de San Francisco. Dos US$ 40 milhões captados pela Expanding com investidores brasileiros, a GP é o maior investidor individual, segundo o Valor apurou. Ao investir em venture capital, além de buscar rentabilidade, a GP também quer ficar mais próxima das novidades tecnológicas que surgem no Vale do Silício. Esse é um tipo de conhecimento que os sócios da GP avaliam ser aplicável a outras companhias investidas. Fersen Lambranho, presidente do conselho de administração da GP, e Antonio Bonchristiano, presidenteexecutivo, fazem parte do conselho da Expanding. Desde maio do ano passado, a Expanding Capital fechou aportes em seis startups, de acordo com a CrunchBase, empresa que agrega dados da indústria de venture capital. Esses investimentos consumiram cerca de US$ 10 milhões. Algumas das companhias investidas da Expanding também receberam aportes de nomes bastante conhecidos do universo de venture capital, como Google Ventures, Sequoia e Bain Capital Ventures. No portfólio, segundo a CrunchBase, a Expanding tem as seguintes empresas: mParticle (empresa de dados), TuneIn (rádio e áudios), Coinbase (plataforma de moeda digital), ClassPass (compra de aulas avulsas de ginástica), OpenGov (plataforma de gestão para órgãos públicos) e CloverHelath (serviços médicos). Ao fim de junho, o patrimônio líquido da GP era de US$ 352,5 milhões, cifra 2,1% maior em relação ao primeiro trimestre. A companhia possui investimentos em quatro empresas listadas: Magnesita, Wiz Soluções, Spice Private Equity e BR Properties. Na sexta-feira, a Magnesita Refratários informou a conclusão da combinação de suas operações com a austríaca RHI, negócio anunciado em 5 de outubro de 2016. Entre as empresas fechadas das quais a GP tem investimentos estão a Centauro e a Beleza Natural. De abril a junho, a companhia teve um lucro líquido de US$ 5,75 milhões, o que representou uma retração de 88,4% na comparação com igual período de 2016. Além de ter faturado no segundo trimestre deste ano menos taxas de performance com os fundos, em igual período do ano passado a GP tinha registrado um ganho de US$ 41,6 milhões com uma mudança na forma de contabilização da controlada Spice.

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