Patagon M&A - Paper & Pulp - IP compra ativos de celulose da WY e alimenta rumores


Papel e Celulose

A International Paper chegou a um acordo definitivo para compra do negócio de celulose da também americana Weyerhaeuser (WY) por US$ 2,2 bilhões, em movimento que está sendo acompanhado de perto pela indústria global de celulose e papel. Durante a International Pulp Week (IPW), que reuniu nesta semana representantes do setor em Vancouver, no Canadá, o negócio gerou especulações sobre uma possível guinada de portfólio da companhia, diante do avanço no mercado de celulose e da nova redução do peso do segmento de papéis de imprimir e escrever no faturamento. O acordo prevê que a IP vai adquirir cinco fábricas de celulose e duas unidades de conversão que produzem celulose de fibra longa e fluff, usada na fabricação de fraldas descartáveis e absorventes. Juntas, as unidades podem produzir 1,9 milhão de toneladas anuais de fibra, das quais 1,5 milhão de toneladas de fluff. Em comunicado, o executivo-chefe da IP, Mark Sutton, afirmou que, com a aquisição, a companhia vai se posicionar como a maior fornecedora global de celulose fluff. A operação, que depende de aprovação de órgãos reguladores, deve ser concluída no quarto trimestre. "O negócio de celulose da Weyerhaeuser tem uma excelente base de clientes atendida com baixo custo", diz. A primeira leitura entre executivos da indústria e analistas é a de que o negócio de imprimir e escrever da IP, que já havia convertido uma máquina de papéis para a produção de fluff, perde cada vez mais espaço na companhia - esse tipo de celulose passa a representar cerca de 17% do resultado operacional, segundo a corretora Jefferies. Hoje, o negócio mais rentável da companhia ainda é o de caixas de papelão ondulado. Há também questionamentos sobre os riscos da operação, em um momento de chegada de novas fábricas ao mercado. Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch lembrou que a indústria vai adicionar 2 mil toneladas à capacidade instalada global entre 2016 e 2019, com pressão sobre os preços. Esse volume considera a produção de fluff pela Klabin, que iniciou a operação de uma nova fábrica em março. Neste ano, diz o banco, a cotação da matéria-prima já caiu US$ 25 por tonelada em relação à média de preços em 2015.

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